“Estão revoltados”: São Paulo pode ver acordo ‘barrado’ de última hora por Leila Pereira

Foto: Fabio Menotti/Palmeiras - Leila pode desistir do acordo junto ao São Paulo.

No futebol brasileiro, até mesmo entre rivais, existem acordos que são assinados para trazerem vantagens aos envolvidos, dando muito certo quando agradam ambas as partes. Porém, nem sempre tudo agrada 100%, tanto que, em vários casos, mudanças de última hora acabam gerando muita polêmica.

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Entre Palmeiras e São Paulo, por exemplo, uma situação ocorreu recentemente: a equipe comandada por Abel Ferreira fará o clássico contra o Santos neste sábado (4), no Morumbi, pelo Campeonato Paulista, pelo fato de sua arena estar alugada para a realização de um Carnaval corporativo.

Aproveitando esse “sim” ao rival, o Tricolor surpreendeu os palmeirenses e não só aceitaram ceder o Morumbi, como propuseram um acordo para usar o Allianz Parque quando seu estádio estiver impossibilitado de receber partidas, conforme publicou o LANCE!.

Conselheiros do Palmeiras querem ‘destruir’ acordo com o São Paulo:

No entanto, vários conselheiros do clube alviverde, após reunião do órgão na quinta-feira (2), estão revoltados e redigiram uma ata entregue à presidente Leila Pereira exigindo a suspensão imediata do acordo para que o Soberano use o Allianz Parque. O pedido é tão sério que os envolvidos ameaçam entrar na Justiça para suspender qualquer jogo do Tricolor no Allianz Parque sob o pretexto de ‘risco máximo de segurança’.

“Entendemos que jogar no estádio do Morumbi não é um problema. A seguir, vamos destacar os motivos pelos quais há enorme diferença entre jogar lá e recebê-los aqui. Não custa lembrar que bem recentemente, no dia 23/08/2020, o Palmeiras enfrentou o Santos no Morumbi, sem que houvesse nenhuma reciprocidade. Pagamos o aluguel e pronto”, diz um trecho da solicitação.

“Há riscos claro de segurança. Isso porque o Morumbi no passado era utilizado pelos rivais do São Paulo para mandar seus jogos grandes. E o estádio do tricolor (sic) tem ruas mais largas, enquanto o Allianz Parque tem seu entorno recheado de lojas do Palmeiras e sedes de torcidas organizadas, algo que poderia gerar conflitos em dia de jogo. Além disso, as entradas de nossa parte social ficam próximas ao estádio”, completa o texto.

“Ao longo da história, foram diversas as ocasiões em que o São Paulo Futebol Clube atentou contra o Palmeiras, inclusive nossa casa. Foi assim em 1942 , quando articulou a tomada do nosso patrimônio. Em 1994 , o rival esburacou o próprio gramado para que não pudéssemos jogar lá em uma partida cujo mando era determinado pela Federação Paulista. Em 2005, pelas oitavas de final da Libertadores, o clube da Vila Sônia tentou impedir que jogássemos a partida com mando do Palmeiras em nosso estádio, obrigando a PM a fechar quase um terço das arquibancadas. Em 2014, após tumultuar as negociações de renovação de um jogador com o Palmeiras, o então presidente do São Paulo apareceu comendo bananas e ridicularizando nossa instituição, a quem dizia estar se ‘apequenando'”, incluíram na ata.