Em estreia de Ceni, São Paulo impõe ritmo forte, mas só empata contra Ceará

Calleri fez o gol de empate do São Paulo pelo Brasileirão. (Foto: Gazeta Press)

A estreia de Rogério Ceni pelo São Paulo acabou decepcionando. Não pela atuação, mas pelo resultado. Nunca na história do Brasileirão o Tricolor havia empatado tantas vezes seguidas como agora: seis vezes. Placar de 1 a 1 contra o Ceará no Morumbi com público de 9.271 torcedores.

No primeiro tempo, o ritmo imposto pelo São Paulo chamou a atenção. Um time ligado, dedicado para abrir os espaços e com intensidade para brigar por todas as bolas. A reestreia de Ceni teve Martín Benítez jogando o tempo quase inteiro na articulação das jogadas atrás da dupla de ataque.

O São Paulo se dispôs a ser protagonista e fez por onde, com a primeira finalização a um minuto de jogo. Só que o Vozão não fez por menos e também se lançou ao ataque, prioritariamente acelerando as jogadas com Mendoza e Kelvyn.

Aos 22 minutos, o gol do Ceará. Falta cobrada na área, a zaga são-paulina afastou mal e Fabinho, com bela finalização da entrada da área acertou o canto esquerdo. A bola foi na trave e na rede. 1 a 0.

O gol não inibiu o São Paulo. Mas deixou o time mais tenso, sobretudo pela sequência ruim de resultados. Mesmo assim, o time criou muitas oportunidades. Foram 13 finalizações até o intervalo.

Na etapa complementar, o Tricolor voltou a apertar no campo ofensivo. E na base da pressão buscou o empate. Orejuela, que foi titular na partida, lançou na entrada da área. Luiz Otávio, que entrou na vaga de Messias no intervalo, vacilou. E Calleri conferiu, em duas finalizações.

O ritmo da segunda etapa foi menor até pela aplicação técnica e física do time. O São Paulo tentou pressionar, mas pecou nas finalizações.

O desempenho foi satisfatório, apesar do sexto empate consecutivo no Brasileirão.

São Paulo x Ceará: Morumbi

São Paulo: Tiago Volpi; Orejuela, Miranda, Léo e Reinaldo; Liziero, Igor Gomes, Gabriel Sara e Martín Benítez; Luciano e Calleri. Téc.: Rogério Ceni

Ceará: Richard; Igor, Messias (Luiz Otávio), Lacerda e Bruno Pacheco; Marlon e Fabinho (Willian Oliveira); Kelvyn (Fernando Sobral), Vina e Mendoza; Cleber. Téc.: Tiago Nunes