Desempenho esportivo do São Paulo elevou as receitas do clube, que contesta números apresentados em levantamento que considera o balanço divulgado pelo Tricolor. Em 2022, o Clube da Fé foi mal no Brasileirão, campeonato em que terminou em 9° lugar – quando a meta era terminar em 6°.
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Porém nas copas o desempenho foi positivo, chegando a duas finais (Paulistão e Copa Sul-Americana) e a uma semifinal (Copa do Brasil).
Com isso, as receitas do Tricolor aumentaram de R$ 492 milhões em 2021 para R$ 661 milhões no ano passado – variação de R$ 169 milhões, alta de 34%.
Mesmo assim, os números apresentados pelas consultorias Convocados, Galapagos e OutField não são bons para o clube são-paulino.
São Paulo vê aumento das dívidas, mas contesta números
De 2021 (ano em que ainda havia o impacto da pandemia) para 2022, o Tricolor viu a sua dívida aumentar de R$ 632 milhões para R$ 698 milhões (alta de R$ 66 milhões ou 10% no período). Está atrás apenas de Atlético Mineiro (R$ 1,49 bilhão), Corinthians (R$ 1,029 bilhão), Cruzeiro (R$ 800 milhões) e Vasco (R$ 715 milhões) em dívidas no ano passado.
No entanto, o Tricolor contestou os números apresentados pelas consultorias e diz que a dívida caiu de R$ 642,2 milhões para R$ 586,5 milhões) no período.
Na visão de Cesar Grafietti, sócio da consultoria Convocados, existe risco para que alguns clubes fiquem insustentáveis com dívidas tão elevadas.
“Alguns clubes precisam de maior atenção ao endividamento. Há riscos de clubes ficarem insustentáveis por conta da necessidade de honrar dívidas. Infelizmente, os exemplos de Botafogo, Cruzeiro e Vasco parecem pouco. (…) Quem não se atentar a isso e acreditar que haverá uma saída mágica pode ter problemas insolúveis”, disse Cesar Grafietti, sócio da consultoria Convocados.
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