A torcida tricolor anda com o coração dividido: o São Paulo mostra momentos de garra e bom futebol, mas ainda sente falta de um goleador daqueles que resolvem com um toque só. Em temporadas assim, a memória puxa para trás para tempos em que os artilheiros faziam do Morumbi um palco de explosões e gols inesquecíveis.
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Serginho Chulapa – 242 gols
É impossível falar de gols no São Paulo sem começar por Serginho Chulapa. Ídolo, artilheiro, personalidade forte e dono de uma presença que impunha respeito. Entre 1973 e 1982, ele marcou 242 vezes, conquistou títulos e deixou a marca do craque que jogava com a alma. Quem viu, não esquece: o jeito de atacar a bola, o grito depois do gol e a confiança que contagiava o estádio inteiro. Serginho não era só o homem dos gols, era o símbolo da força tricolor.
Gino Orlando – 233 gols
Nos anos 50, quem comandava o ataque era Gino Orlando. Foram 233 gols em 453 partidas, números impressionantes até para os padrões de hoje. De origem simples, o atacante construiu uma relação de carinho com a torcida, pela entrega e pela precisão na frente do gol. Era o típico centroavante que não desperdiçava oportunidades. Sua dupla com Maurinho ainda é lembrada como uma das mais eficientes da história do São Paulo, uma fase em que o Tricolor aprendeu a jogar bonito e ganhar autoridade.
Luís Fabiano – 212 gols
A geração mais jovem tem o seu próprio ídolo: Luís Fabiano, o “Fabuloso”. Em duas passagens marcantes pelo clube, ele balançou as redes 212 vezes. Gritava, vibrava e deixava o coração em cada gol. No Morumbi, a torcida esperava aquele chute preciso ou o drible seco que abria o placar. Com ele em campo, o São Paulo sempre parecia mais perigoso. Luís Fabiano foi paixão e fúria em forma de camisa 9 — e ainda hoje, muitos torcedores sonham com um novo “Fabuloso” surgindo na base.
Teixeirinha – 188 gols
Antes dos tempos modernos, Teixeirinha já mostrava o que significava ser um símbolo do São Paulo. Foram 18 temporadas e 188 gols, uma história de fidelidade rara no futebol atual. Atuou no lendário “Rolo Compressor” dos anos 40, uma equipe que dominava o futebol paulista com técnica e intensidade. Teixeirinha jogava por amor à camisa, e isso transparecia em cada disputa. Foi ele quem ajudou a construir a imagem de um clube competitivo, vitorioso e respeitado.
França – 182 gols
O maranhense França foi outro nome inesquecível. Discreto fora de campo, mortal dentro dele. Entre 1996 e 2002, marcou 182 gols e conquistou títulos importantes. Tinha classe, precisão e um instinto quase cirúrgico. Era o tipo de atacante que não precisava de muito espaço para decidir. Para muitos são-paulinos, França representava o equilíbrio perfeito entre técnica e frieza, aquele jogador que você sabia que iria resolver quando o jogo apertasse.
Um legado que continua a inspirar
Esses artilheiros deixaram mais do que números: deixaram alma. Cada um deles foi, à sua maneira, o reflexo de um São Paulo que não se contentava em participar, queria dominar. Hoje, enquanto o clube busca retomar o protagonismo, a lembrança desses nomes serve como combustível.
Ser artilheiro é mais do que fazer gols. É carregar a responsabilidade de uma torcida inteira, transformar pressão em vibração e dar ao futebol o que ele tem de mais puro: emoção.
O São Paulo sempre foi um time de grandes histórias, e seus goleadores são parte viva dessa tradição. Que as novas gerações encontrem inspiração neles para recolocar o Tricolor onde ele sempre pertence: no topo, com a bola no fundo da rede e o Morumbi pulsando como nos melhores dias.

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