Virada nos bastidores do São Paulo antes de votação agita torcida
O São Paulo teve nesta sexta-feira (18) novos capítulos importantes nos bastidores políticos e…

O São Paulo teve nesta sexta-feira (18) novos capítulos importantes nos bastidores políticos e financeiros do clube. O presidente Harry Massis Júnior arquivou a representação que pedia a expulsão de Olten Ayres de Abreu Júnior, presidente do Conselho Deliberativo, sob alegação de suposta falsidade ideológica.

A informação foi divulgada pelo jornalista Gabriel Sá, do Arquibancada Tricolor. No mesmo dia, Olten marcou para 29 de setembro, às 18h30, a votação do contrato entre São Paulo e Ticketmaster, acordo considerado estratégico pela gestão de Massis.
O que está em jogo na votação da Ticketmaster?
O contrato estava sendo analisado por uma comissão formada pelo presidente do Conselho Deliberativo. Agora, caberá aos conselheiros decidir sobre a aprovação do acordo.
Caso receba o aval, o São Paulo terá uma antecipação de R$ 140 milhões prevista para entrar nos cofres do clube. A gestão considera o negócio importante para auxiliar no cumprimento de compromissos financeiros, entre eles o pagamento do elenco.
Dessa maneira, a reunião marcada para o dia 29 ganha peso no planejamento financeiro do Tricolor. A votação determinará se o acordo poderá avançar e, consequentemente, se o clube terá acesso ao montante previsto na negociação.

Por que havia um pedido de expulsão de Olten?
Olten Ayres de Abreu Júnior havia sido indiciado pela Polícia Civil por suspeita de falsidade ideológica. Segundo informações divulgadas pelo jornalista Bruno Giufrida, do ge, a investigação começou após um pedido formal da Comissão de Ética do São Paulo.
O caso estava relacionado a um documento favorável a mudanças no estatuto do clube, assinado em dezembro de 2025 por José Eduardo Mesquita Pimenta e Ives Granda, integrantes do Conselho Consultivo.
A investigação interna concluiu que não houve reunião nem deliberação do Conselho Consultivo sobre o conteúdo apresentado. Entre as propostas estavam mudanças relacionadas à possibilidade de criação de uma SAF e à separação das gestões do futebol e do departamento social.
A investigação policial teve seu relatório final concluído em julho e encaminhado ao Ministério Público, que posteriormente decidiu pelo arquivamento da investigação. Nesta sexta-feira, Massis também arquivou a representação que buscava a expulsão de Olten do quadro associativo.

Com esse capítulo encerrado dentro do clube, as atenções agora se voltam para 29 de setembro e para a votação de um contrato que pode representar a antecipação de R$ 140 milhões ao São Paulo.
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