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De votação apertada a 184 votos: o que mudou no São Paulo

O contrato entre São Paulo e Ticketmaster terminou aprovado pelo Conselho Deliberativo com uma…

Por Luis Gustavo · 3 min de leitura
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Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC
Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC
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O contrato entre São Paulo e Ticketmaster terminou aprovado pelo Conselho Deliberativo com uma margem bem maior do que a projetada inicialmente nos bastidores. O acordo recebeu 184 votos favoráveis, 44 contrários e uma abstenção, apesar da expectativa anterior de uma disputa mais equilibrada.

Segundo informações do jornalista Alexsander Vieira, três fatores tiveram peso na mudança de percepção de parte dos conselheiros: a necessidade financeira do clube, as condições do contrato e ajustes realizados durante as discussões, incluindo a redução de uma multa prevista no acordo.

Foto: São Paulo
Foto: São Paulo

Situação financeira pesou na decisão

Um dos principais fatores foi a necessidade de caixa no curto prazo.

Durante as discussões, a diretoria sustentou que a antecipação dos recursos ajudaria o São Paulo a enfrentar compromissos financeiros, incluindo valores em atraso com jogadores.

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O contrato prevê uma antecipação de R$ 110 milhões, quantia que deverá ser devolvida pelo clube em cinco anos, com remuneração atrelada ao CDI mais 1,99%.

Também estão previstos outros R$ 30 milhões pela exploração do camarote 29A durante cinco anos. Embora os valores tenham naturezas diferentes, a operação envolve R$ 140 milhões.

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Críticas à negociação foram separadas do contrato

Outro ponto importante foi uma mudança na maneira como parte da oposição passou a analisar o negócio.

Antes da votação, existiam críticas relacionadas principalmente ao processo de escolha da Ticketmaster e à maneira como a negociação havia sido conduzida. A comissão responsável pela análise do documento, inclusive, havia emitido parecer favorável, mas com ressalvas.

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Nos bastidores, porém, ganhou força a avaliação de que questionar o processo de contratação não significava necessariamente considerar as condições financeiras ruins para o São Paulo.

Essa separação ajudou a ampliar o apoio ao acordo.

Um exemplo foi Marcelo Portugal Gouvêa, candidato da oposição à presidência do clube, que votou favoravelmente ao contrato.

Mudanças no acordo ajudaram a ampliar apoio

A discussão também passou por alterações em pontos considerados sensíveis do documento. Entre elas, segundo a apuração, esteve a redução da multa prevista no contrato, fator que contribuiu para diminuir resistências entre integrantes do Conselho.

Com isso, um cenário que inicialmente indicava uma votação apertada terminou em uma aprovação expressiva.

O resultado de 184 votos a 44 mostrou que o debate deixou de ficar restrito às críticas sobre como a Ticketmaster havia sido escolhida. Na reta final das discussões, a necessidade de recursos, as condições financeiras da operação e as mudanças realizadas no acordo ganharam peso entre os conselheiros.

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