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São Paulo toma decisão surpreendente com Rafinha

O São Paulo oficializou nesta quinta-feira a efetivação de Rafinha como novo executivo de futebol do clube. Após assumir o cargo de forma interina com a saída de Rui Costa, em junho, o ex-lateral ganhou a confiança da diretoria e passa a comandar definitivamente o departamento de futebol tricolor.

A decisão é resultado de uma combinação de fatores, como a boa relação de Rafinha com o elenco, sua participação ativa no mercado de transferências e o cenário político vivido pelo clube em ano eleitoral.

Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC
Foto: Rubens Chiri / São Paulo FC

Boa relação com o elenco pesou na escolha

Desde que encerrou a carreira como jogador e retornou ao São Paulo para exercer a função de gerente esportivo, em janeiro deste ano, Rafinha passou a ser uma figura constante no dia a dia do CT da Barra Funda.

Internamente, o ex-lateral é visto como um profissional com grande capacidade de diálogo e liderança. Sua proximidade com os jogadores facilitou a condução de assuntos delicados, incluindo conversas sobre pendências financeiras e outras questões envolvendo o elenco.

Outro ponto considerado positivo pela diretoria é a experiência internacional de Rafinha. Durante a carreira, o ex-jogador atuou por grandes clubes da Europa, como Bayern de Munique e Schalke 04, construindo uma ampla rede de contatos com agentes e dirigentes, fator que tem contribuído nas negociações do São Paulo.

Participação ativa nas contratações

Mesmo antes da efetivação, Rafinha já vinha desempenhando papel importante nas movimentações do mercado.

O dirigente participou diretamente das negociações que resultaram nas chegadas do zagueiro Domingos Duarte e do lateral-direito Aurélio Buta, dois jogadores portugueses que estavam livres no mercado e reforçarão o elenco comandado por Dorival Júnior.

A atuação nos bastidores reforçou a confiança da diretoria em seu trabalho e acelerou a decisão de mantê-lo em definitivo no cargo.

Ano eleitoral influenciou planejamento

Além do desempenho de Rafinha, o contexto político do clube também teve peso na escolha.

Com eleições presidenciais marcadas para dezembro e sem definição sobre a candidatura à reeleição do atual presidente, Harry Massis, o São Paulo encontrou dificuldades para convencer profissionais do mercado a assumir um projeto de longo prazo.

Diante desse cenário, a diretoria optou por fortalecer uma estrutura interna, apostando em profissionais que já conhecem o funcionamento do clube.

Trabalho em parceria com Felipe Carvalho

Na nova estrutura do departamento de futebol, Rafinha dividirá responsabilidades com Felipe Carvalho, advogado do São Paulo desde 2020, que passa a exercer a função de gerente jurídico esportivo.

Enquanto Rafinha ficará responsável pelas questões esportivas, relacionamento com atletas, empresários e dirigentes, Felipe Carvalho cuidará da parte jurídica das negociações, incluindo contratos, metas, gatilhos financeiros e demais aspectos burocráticos.

Mesmo assumindo o cargo de forma definitiva, Rafinha não terá reajuste salarial. Paralelamente às atividades no São Paulo, o ex-lateral segue investindo em sua formação, realizando cursos de gestão esportiva promovidos pela Federação Alemã de Futebol e pela Fifa, buscando aprimorar sua preparação para a nova fase da carreira fora dos gramados.