Julio Casares pode sofrer punição máxima no São Paulo; votação já tem data
O Conselho Deliberativo do São Paulo marcou para o dia 9 de setembro uma…

O Conselho Deliberativo do São Paulo marcou para o dia 9 de setembro uma reunião extraordinária que poderá definir o futuro de Julio Casares no quadro associativo do clube. Os conselheiros analisarão a recomendação da Comissão de Ética pela expulsão do ex-presidente.
O edital de convocação foi publicado nesta sexta-feira (28) e assinado por Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo. A reunião será realizada de maneira híbrida, presencial e online, a partir das 19h.
Após a discussão do parecer, a votação será aberta às 22h do dia 9 de setembro e permanecerá disponível até as 17h do dia seguinte.
Fonte: GE

Comissão de Ética recomendou expulsão por unanimidade
A recomendação foi aprovada de maneira unânime pelos cinco integrantes da Comissão de Ética: Luiz Braga, Mario Celso Braga, Milton Jose Neves Junior, José Edgard Galvão Machado e Fabio Cesar de Souza Azambuja.
O parecer se baseia em investigações internas que apontaram gestão temerária ou irregular durante a administração de Casares, que presidiu o São Paulo entre 2021 e janeiro de 2026.
O relatório cita aproximadamente R$ 7 milhões em saques de contas do clube cuja documentação, segundo a comissão, não permitiu comprovar adequadamente origem, finalidade e destino dos recursos.
Outro ponto abordado são os gastos realizados com o cartão corporativo do São Paulo. Segundo reportagem do ge, Casares gastou cerca de R$ 1 milhão no cartão, incluindo despesas em restaurantes, lojas de luxo, charutaria, salões de beleza, medicamentos e petshops.
Em novembro do ano passado, Casares devolveu R$ 560.401,74 ao São Paulo.

Comissão também recomenda indenização
Além da expulsão, a Comissão de Ética recomendou que o ex-presidente indenize o São Paulo por eventuais danos ou prejuízos materiais, com base no Artigo 11 do Estatuto Social. O valor ainda deverá ser apurado.
O parecer também rejeitou o pedido de Casares para deixar voluntariamente o quadro associativo enquanto responde ao procedimento disciplinar. A comissão utilizou como fundamento o Artigo 38 do Estatuto, que impede a demissão de um associado durante processo administrativo disciplinar até sua conclusão.
Casares sofreu impeachment em janeiro deste ano e renunciou à presidência antes da decisão final em Assembleia Geral.
Agora, caberá ao Conselho Deliberativo decidir se acompanha ou não a recomendação da Comissão de Ética. A votação marcada para setembro poderá resultar em uma das punições mais severas previstas internamente: a expulsão definitiva de Julio Casares do quadro associativo do São Paulo.
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