São Paulo: o que está por trás da nova disputa que movimenta os bastidores?
O ambiente político no São Paulo está cada vez mais movimentado a poucos meses…

O ambiente político no São Paulo está cada vez mais movimentado a poucos meses da próxima eleição presidencial. A relação entre Harry Massis, presidente executivo, e Olten Ayres, presidente do Conselho Deliberativo, ganhou um novo foco de tensão envolvendo o acordo do clube com a Ticketmaster.
Massis e Olten pertencem a grupos políticos diferentes e são considerados adversários nos bastidores. Agora, a discussão sobre um contrato que prevê R$ 140 milhões para o São Paulo aumentou o desgaste entre os dois lados.
Fonte: GE

Contrato com a Ticketmaster vira motivo de disputa no São Paulo
A Ticketmaster foi escolhida pela diretoria para assumir a gestão da venda de ingressos do MorumBIS. O acordo já recebeu a aprovação do Conselho de Administração, mas ainda depende do Conselho Deliberativo para entrar em vigor.
Para Harry Massis, a aprovação é considerada crucial.
O negócio prevê R$ 140 milhões em recursos, dinheiro com o qual a administração conta para solucionar pendências com jogadores e aliviar problemas de fluxo de caixa.
Olten Ayres, entretanto, ainda não colocou o contrato em votação. O presidente do Conselho decidiu criar uma Comissão de Análise para avaliar os termos do acordo antes de submetê-lo aos conselheiros.
Questionamentos aumentam pressão
A comissão possui quatro integrantes, sendo três conselheiros ligados à oposição e um à situação.
O grupo deverá produzir um parecer após questionamentos apresentados pela NewC, empresa que também participou do processo e concorreu com a Ticketmaster.
Entre as alegações apresentadas estão dúvidas sobre a condução da concorrência e mudanças nas condições durante o processo. Caberá à comissão avaliar os pontos levantados e os detalhes do contrato.
Do outro lado, a diretoria demonstra pressa.
Áudio de Massis expôs insatisfação
A tensão ficou ainda mais evidente depois do vazamento de um áudio de Harry Massis. Na gravação, o presidente cobra que o contrato seja colocado em votação e relaciona diretamente sua aprovação à capacidade do São Paulo de cumprir compromissos financeiros.
Massis chegou a afirmar que, caso a votação não aconteça, “não vai ter dinheiro para pagar nada”.
O episódio acrescenta um ingrediente importante à política tricolor. Além dos R$ 140 milhões e da situação financeira do clube, a discussão acontece justamente nos meses que antecedem a eleição presidencial.
Assim, um contrato inicialmente relacionado à gestão de ingressos do MorumBIS e à antecipação de receitas passou a ocupar também o centro de uma disputa política entre dois dos principais nomes do poder no São Paulo.
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