São Paulo: 10 jogos, 10 times – Dorival enfrenta problema curioso
Dorival Júnior completou dez partidas no comando do São Paulo na vitória sobre o…

Dorival Júnior completou dez partidas no comando do São Paulo na vitória sobre o Bolívar, pela Copa Sul-Americana, convivendo com uma situação que ajuda a explicar as dificuldades para encontrar estabilidade: o treinador ainda não conseguiu repetir uma única escalação titular.
Desde que assumiu a equipe, Dorival precisou administrar saídas de jogadores, problemas físicos, chegada de reforços e até uma mudança no sistema tático. A tendência é que a sequência continue neste domingo, às 18h30, contra a Chapecoense, fora de casa, pelo Campeonato Brasileiro.
Fonte: GE

Saídas mudaram o São Paulo de Dorival
A transformação do elenco fica evidente quando comparada a primeira escalação utilizada pelo treinador com a formação atual.
Três jogadores que começaram a primeira partida de Dorival sequer permanecem no time: Alan Franco, Dória e Enzo Díaz.
Dória foi o primeiro a sair, após pedir a rescisão contratual. O defensor participou apenas da estreia do treinador e posteriormente foi substituído por Sabino.
A sequência, porém, trouxe outro problema. Sabino se lesionou e demorou sete partidas para retornar ao time titular. Durante sua ausência, Osorio e Rafael Toloi foram utilizados no setor, até que Toloi também sofreu uma lesão.
Alan Franco e Enzo Díaz também deixaram o time
Depois da paralisação para a Copa do Mundo, novas mudanças aconteceram.
Alan Franco e Enzo Díaz pediram para deixar o São Paulo em meio à insatisfação com os atrasos salariais.
Arboleda, que anteriormente estava afastado, retornou e assumiu a posição deixada por Alan Franco. Na lateral esquerda, Wendell permaneceu como uma das principais alternativas.
As mudanças sucessivas impediram que Dorival encontrasse uma sequência com os mesmos quatro defensores.
Dorival também mudou esquema tático
Nem todas as alterações aconteceram por necessidade.
Durante a pausa, Dorival aproveitou o período de treinamentos para modificar a maneira de o São Paulo jogar.
Antes da Copa, o treinador utilizava dois pontas, um de cada lado, além de um atacante com características de armador atuando centralizado.
Depois da competição, o desenho mudou. O São Paulo passou a utilizar três meio-campistas, Artur como único ponta de origem e Luciano mais próximo de Calleri no ataque.
A mudança também provocou alterações nas escolhas para o time titular.
Dorival chegou perto de repetir escalação duas vezes
Em dez partidas, houve duas ocasiões em que o treinador esteve próximo de mandar a campo exatamente a mesma formação.
Entre o confronto contra o Boston River e a partida diante do Remo, a única alteração foi Enzo Díaz entrando no lugar de Wendell.
Situação semelhante aconteceu depois do empate com o Flamengo, no Rio de Janeiro. Dos 11 titulares daquela partida, dez foram mantidos para enfrentar o Grêmio. Artur, lesionado, foi a única ausência.
Assim, Dorival chegou perto, mas ainda não conseguiu repetir integralmente uma escalação.
Reforços provocam novas mudanças
Nas últimas partidas, o treinador começou a incorporar jogadores contratados justamente para preencher algumas das lacunas abertas no elenco.
Domingos Duarte ganhou espaço na defesa, enquanto Iago passou a disputar posição com Wendell na lateral esquerda. Newton, por sua vez, começou a receber sequência no meio-campo.
As chegadas oferecem novas alternativas para Dorival, mas também contribuem para que a formação continue em transformação.
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