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Áudio vazado revela o que pode acontecer se São Paulo não aprovar acordo

Um áudio vazado do presidente Harry Massis revelou a preocupação da diretoria do São Paulo com a aprovação do contrato com a Ticketmaster, empresa escolhida para assumir a gestão da venda de ingressos do MorumBIS.

O acordo já passou pelo Conselho de Administração, mas ainda depende do aval do Conselho Deliberativo. Caso seja aprovado, o negócio prevê a entrada imediata de R$ 140 milhões nos cofres do clube.

A diretoria pretende utilizar os recursos para solucionar pendências de fluxo de caixa e, principalmente, pagar dívidas com jogadores.

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“Não vai ter dinheiro para pagar nada”

No áudio divulgado pelo Estadão, Massis pede ajuda para que o contrato seja colocado rapidamente na pauta do Conselho Deliberativo.

“Porque se segurar e não for votado, não vamos cumprir nada. Não vai ter dinheiro para pagar nada.”

A declaração evidencia a importância atribuída pela atual administração aos recursos previstos no negócio.

O São Paulo enfrenta uma delicada situação financeira e estabeleceu como meta regularizar até o fim de setembro os valores atrasados referentes aos direitos de imagem do elenco.

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Como serão pagos os R$ 140 milhões

Dos R$ 140 milhões, a maior parte corresponde a uma antecipação prevista no acordo.

A Ticketmaster disponibilizará R$ 110 milhões em até 45 dias após a assinatura, em uma operação estruturada como empréstimo. O São Paulo terá cinco anos para devolver o dinheiro, com juros equivalentes ao CDI mais 1,99%.

Os outros R$ 30 milhões estão relacionados ao camarote corporativo 29A do MorumBIS. A Ticketmaster pagará o valor após a assinatura para ter o direito de administrar o espaço durante cinco anos em partidas e shows.

Não é o primeiro áudio vazado

Esta não é a primeira vez que uma declaração privada de Harry Massis sobre a situação financeira do São Paulo se torna pública.

Em maio, outro áudio vazado mostrou o presidente defendendo inicialmente a permanência de Roger Machado. Na ocasião, Massis argumentava que o clube não tinha dinheiro para buscar outro treinador. Poucos dias depois, Roger acabou demitido.

Agora, a preocupação volta a ser financeira, mas envolvendo um negócio considerado estratégico pela administração. Sem a aprovação do Conselho Deliberativo, os R$ 140 milhões não serão liberados nos moldes previstos, justamente quando a diretoria conta com esses recursos para aliviar algumas das principais pendências do clube.