A proposta de aproximadamente R$ 1,7 bilhão apresentada pela XP Investimentos ao São Paulo segue em análise, mas já encontra resistência nos bastidores do clube.
Embora o projeto continue sendo debatido pela diretoria, parte dos conselheiros demonstra preocupação com alguns pontos considerados sensíveis antes de uma eventual aprovação.
Taxa de juros gera questionamentos
Um dos principais motivos da resistência é a taxa de juros prevista no modelo apresentado pela XP.
Segundo pessoas envolvidas nas discussões, conselheiros avaliam que a cobrança de 1,1% ao mês é elevada e pode tornar a operação menos vantajosa caso a taxa Selic continue em trajetória de queda nos próximos anos.
A avaliação é de que o cenário econômico pode mudar significativamente durante a vigência do contrato.

Contrato de longo prazo preocupa
Outro ponto debatido internamente é a duração da parceria.
O projeto prevê um vínculo de aproximadamente 30 anos, compromisso considerado longo por parte dos integrantes do Conselho.
Há o entendimento de que um acordo dessa magnitude exige cautela, já que poderá impactar diversas futuras gestões do clube.
Receitas futuras também estão em debate
Além dos juros e do prazo contratual, conselheiros discutem a participação da XP em receitas futuras do São Paulo.
Esse modelo faz parte da estrutura apresentada pela empresa, mas ainda desperta dúvidas sobre os impactos financeiros para o clube ao longo das próximas décadas.

Negociação continua em andamento
Apesar das ressalvas, a proposta não foi descartada.
A diretoria segue analisando os detalhes do projeto antes de tomar uma decisão e, posteriormente, encaminhá-lo para apreciação dos órgãos internos do clube.
Por envolver cifras bilionárias e possíveis mudanças na estrutura financeira do São Paulo, a tendência é que o debate continue nas próximas semanas antes de qualquer definição.
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