O presidente Harry Massis é alvo de um pedido de expulsão do quadro associativo do São Paulo, apresentado por oito conselheiros e atualmente sob análise da Comissão de Ética do clube. Caso o processo avance e a expulsão seja aprovada pelo Conselho Deliberativo, o Tricolor terá uma mudança imediata em sua presidência, conforme determina o estatuto.

Segundo informações do São Paulo Sempre, a Comissão de Ética tem até 20 dias para emitir um parecer sobre o caso. A representação cita como fundamentos o transfer ban imposto pela Fifa, problemas administrativos e uma possível gestão temerária.
O que acontece se Harry Massis for expulso?
Se Harry Massis perder sua condição de associado e, consequentemente, a presidência do clube, o comando do São Paulo passará ao atual presidente do Conselho Deliberativo, Olten Ayres de Abreu.
De acordo com o estatuto do clube, o dirigente assumiria a presidência de forma interina e teria a responsabilidade de convocar novas eleições em até 30 dias.
No entanto, esse mandato seria temporário. Ainda conforme as regras estatutárias, o presidente interino teria atuação limitada por estar próximo da realização da eleição definitiva, prevista para novembro. Na prática, sua função seria garantir a continuidade administrativa até a escolha do novo presidente.

Por que o pedido de expulsão foi apresentado?
A representação protocolada pelos conselheiros aponta uma série de fatores relacionados à atual gestão.
Entre eles estão o transfer ban aplicado pela Fifa, que impede o registro de reforços enquanto a pendência financeira não for resolvida, além de alegações de descontrole administrativo e possível gestão temerária.
Desde que assumiu a presidência, Harry Massis também promoveu mudanças importantes no departamento de futebol, como as saídas de dois treinadores e do executivo Rui Costa.
Caso segue em análise
Até o momento, o pedido ainda não foi julgado. A Comissão de Ética analisa os documentos apresentados antes de elaborar um parecer que poderá ou não ser encaminhado ao Conselho Deliberativo para votação.

Paralelamente, Harry Massis também foi citado em uma reportagem do SBT News, que apontou a existência de R$ 28,4 milhões em dívidas tributárias de empresas ligadas ao dirigente. Segundo a reportagem, os valores correspondem a débitos com a União e com a Prefeitura de São Paulo.
Representantes de Massis reconheceram a existência das dívidas, mas afirmaram que a maior parte dos débitos está parcelada e sendo paga regularmente.
Enquanto o processo disciplinar segue em tramitação, Harry Massis permanece normalmente no exercício da presidência do São Paulo. Os próximos passos dependerão da conclusão da análise da Comissão de Ética e de uma eventual deliberação do Conselho.
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