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São Paulo quer ter o MorumBIS pronto para o centenário, em 2030. (Foto: X do SPFC)
São Paulo quer ter o MorumBIS pronto para o centenário, em 2030. (Foto: X do SPFC)

Peça importante do São Paulo é afastada nesta quarta-feira

A Comissão de Ética do São Paulo Futebol Clube concluiu o julgamento das representações disciplinares contra Antonio Donizeti Gonçalves, o Dedé, conselheiro vitalício e ex-diretor social do clube.

Segundo informação de Alexsander Vieira, o colegiado decidiu, por maioria de votos, afastar a acusação de gestão temerária, mas reconheceu dano à imagem do São Paulo e sugeriu a aplicação de uma suspensão de 120 dias.

A decisão final caberá ao Conselho Deliberativo.

Dedé é afastado do São Paulo. Foto: Reprodução
Dedé é afastado do São Paulo. Foto: Reprodução

Gestão temerária foi afastada

Durante o julgamento, a Comissão rejeitou por unanimidade as preliminares apresentadas pela defesa, incluindo pedidos de sobrestamento, alegação de incompetência do órgão julgador e ausência de justa causa.

Na análise do mérito, porém, a maioria entendeu que não havia elementos suficientes para enquadrar a conduta de Dedé como gestão irregular ou temerária.

Com isso, também foi afastada a possibilidade de indenização ao clube.

Dano à imagem foi reconhecido

Apesar de afastar a acusação mais grave, a Comissão concluiu que Dedé causou dano à imagem do São Paulo.

O entendimento foi baseado no fato de o ex-dirigente ter prestado declarações utilizadas pela empresa FGOAL em ações judiciais movidas contra o próprio clube.

O enquadramento foi feito com base no artigo 10, alínea “q”, do Regimento Interno, combinado com o artigo 34, §4º, do Estatuto Social.

São Paulo enfrenta Flamengo pelo Brasileirão, com MorumBIS lotado. (Foto: X do SPFC)
São Paulo. (Foto: X do SPFC)

Suspensão sugerida é de 120 dias

Como não houve maioria sobre a penalidade, a Comissão adotou como referência a sanção menos gravosa ao representado.

A pena-base foi fixada em 90 dias de suspensão, com acréscimo de um terço pelo fato de Dedé integrar um dos Poderes do São Paulo.

Com isso, a sugestão final chegou a 120 dias de suspensão.

Conselho terá a palavra final

A recomendação será encaminhada agora ao Conselho Deliberativo do São Paulo, que decidirá se acata ou não a sugestão da Comissão de Ética.

Somente após essa etapa haverá definição sobre a aplicação da sanção.

Voto divergente evitou pena máxima

O voto parcialmente divergente do conselheiro José Edgard Galvão Machado foi decisivo para afastar a pena máxima de eliminação do quadro associativo.

Em seu entendimento, as provas apontaram irregularidades e falhas de governança, mas não comprovaram gestão temerária, vantagem pessoal, dolo ou prejuízo patrimonial que justificassem a exclusão de Dedé do clube.

Ao mesmo tempo, o conselheiro entendeu que a conduta exigia punição mais severa do que uma simples advertência.

Origem do caso

O processo teve origem em duas representações protocoladas na Comissão de Ética após a divulgação de documentos relacionados à atuação da empresa FGOAL no Clube Social.

Os autores das representações sustentaram que Dedé autorizou operações sem contrato formal e, posteriormente, forneceu declarações utilizadas pela empresa em disputas judiciais contra o São Paulo.

Agora, o caso entra em sua fase final dentro dos órgãos internos do clube.